
A expansão da escolaridade e o ensino da geografia
É na França que, em 1782, em pleno processo de implementação da revolução francesa com a aprovação do plano de Condorcet, começa a organização da instituição pública. A educação colocada sob a responsabilidade dos poderes públicos se constitui no instrumento que possibilitara a cada individuo, membro da sociedade, o provimento dos meios de sua sustentação em condições justas de sobrevivência. Nesta época, a educação, além de publicizada, é proclamada universal, gratuita, laica e obrigatória.Escolarizar todos os homens era condição de converter servos em cidadãos, a transformação de súditos em cidadãos, fundamental pra a ruptura do modo de produção feudal e implantação do modo de produção capitalista, só pode ser alcançada através da educação.
É neste contexto que a expansão do sistema de ensino passa a servir para assegurar a hegemonia burguesa reproduzindo as relações de classes existentes e garantindo, ao mesmo tempo, a expansão do capitalismo.A rede de escolas que então se implanta no interior dos diferentes territórios europeus com um caráter nacional, pois para a constituição do estado-nação torne-se indispensável à utilização de instituições que possibilitem a imposição da nacionalidade.A geografia é incluída nos currículos por razões geopolíticas enquanto não só marca a naturalidade do homem no espaço, mas também sustenta que o homem só é humano porque está incluído num espaço politizado, nacional.A consagração do modo dualista de encarar o homem e a natureza tão marcante tanto nas aulas como nos manuais de Geografia, decorre da minimização das relações sociais ou também da separação entre relações sociais e relações homem / natureza.
Essa geografia, denominada tradicional, se estabeleceu marcada por traços que demonstram, sobretudo a fragmentação da realidade e o privilegiamento do original em detrimento do humano.Para ensinar uma geografia que não isole sociedade e natureza, que não fragmente o saber sobre o espaço reduzindo sua dimensão de totalidade, o professor de geografia precisa conhecer a origem deste conteúdo.A geografia alemã como modelo:As primeiras colocações no sentido de uma geografia sistematizada como um saber especifico vão ocorrer na Alemanha, no século XIX.A construção da geografia moderna vincula-se a duas determinações fundamentais: a formação do estado nacional alemão e a expansão do sistema escolar. Essa geografia, tornando-se um saber universitário, não possui mais uma função estratégica. Seu papel é ideológico e, por esta razão, se converte num discurso sem conotações políticas expressas.Não deixa de ser interessante observar, então, que existem na verdade dois tipos de geografia. O primeiro – chamado por Lacoste de “fundamental” – praticada pelos estados maiores, pelas grandes empresas capitalistas e pelos aparelhos do estado. O segundo – mais recente – é praticado tanto por pesquisadores universitários como por professores.
O ultimo terço do século XIX é o período decisivo para a geografia, pois é quando esta ciência se consolida, alcança status acadêmico, após um longo período de preparação que vinha se desenvolvendo praticamente desde o século XVI.Aula de 50 minutosPara ministrar a aula sobre o texto de FONTES, Da geografia que se ensina à ciência da geografia moderna, faria primeiro uma aula expositiva de aproximadamente 30 minutos, depois faria um circulo na sala para debater o tema com os alunos e sanar as possíveis duvidas que os alunos tiveram sobre o assunto.
Comentário
Trabalho realizado dia 06/03/2007, foi feito individualmente como atividade extra-classe para a leitura e fichamento do texto: A Geografia na Escola, de Fontes.Esse texto foi de bastante valia para nós alunos, pois este faz um histórico da Geografia e como ela foi instituída como disciplina nas escolas e qual foi o papel dela em algumas épocas importantes da história escolar mundial recente.
Bibliografia
Bibliografia
FONTES, R.M.P. do A. “A geografia na escola”. In: Da geografia que se ensina à ciência da Geografia Moderna. Florianópolis: UFSC, 1989. p 20-47.
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